Ricardo Pons studio

OTAs: dependência ou distribuição inteligente?

Usar a Booking e a Airbnb a teu favor sem lhes entregar a margem toda.

A versão curta

As OTAs trazem alcance que não consegues sozinho. O erro é deixá-las ficar com o cliente. A distribuição inteligente usa-as para a primeira reserva e traz a segunda para casa.

  • Trata a OTA como montra, não como casa.
  • Dá ao hóspede uma razão para reservar direto da próxima vez.
  • Mede o custo real de cada canal, comissão incluída.
Neste artigo

Poucos temas dividem tanto quem gere alojamento. As OTAs enchem o calendário, mas cada reserva leva uma fatia da margem. A pergunta certa não é “usar ou não usar” — é quem fica com o cliente no fim.

O que a OTA te dá de facto

Alcance. Uma escala de exposição internacional que um site pequeno não compra sozinho. Um hóspede em Madrid ou São Paulo encontra-te na Booking muito antes de encontrar o teu domínio.

Ecrã de uma plataforma de reservas
A OTA é a montra que te apresenta a quem ainda não te conhece.

O problema começa quando a montra passa a ser a casa: o hóspede volta e reserva outra vez pelo mesmo canal, com a mesma comissão, para sempre.

A primeira reserva pode ser deles. A segunda tem de ser tua.

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Trazer a segunda reserva para casa

Não se combate a OTA com guerra de preços. Combate-se dando ao hóspede uma razão simples para reservar direto:

  • Um check-in mais fácil ou um pequeno extra para quem reserva pelo teu site.
  • Um email de boas-vindas que trate a pessoa pelo nome, não um número de reserva.
  • Um site rápido e claro, onde reservar direto seja mais simples do que voltar à app.

Depois é medir a sério. Por ordem:

  1. Calcula o custo real por canal, com comissão, e não só o volume.
  2. Marca cada reserva com a origem, para saberes onde nasce a margem boa.
  3. Investe no canal que fica contigo — normalmente o teu, mal a máquina começa a rodar.

Usada assim, a OTA deixa de ser uma corrente e passa a ser um megafone.

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